Neste primeiro post vou falar sobre vida de advogado iniciante.
Em primeiro lugar, a visão leiga parece ser de que os advogados não fazem praticamente nada e estão rolando no dinheiro.
Nada mais distante da verdade.
Uma de nossas muitas funções é ouvir. Os clientes são, antes de mais nada, carentes e nos usam como "muro de lamentações", colocando pra fora absolutamente TUDO que os incomoda, sendo ou não relevante para o processo, como se fôssemos psicólogos.
E como falam deste jeito já nos geram um trabalho: temos que tentar arrancar deles tudo que seja relevante para o processo, ou seja, mesmo antes de acertarmos qualquer valor já estamos trabalhando: ao escutar e entrevistar.
Após isso, quando conseguimos ter uma visão real da situação, estipulamos um preço para os honorários, e aí escutamos pérolas como: "vou ter que falar com a minha mulher" ou "vou pensar", ou "não dá pra dar um desconto?".
E ai de você que cobre uma consulta jurídica quando eles estão apenas "atrás de uma orientação". Parece que temos a obrigação de atender de graça, como se estivéssemos na defensoria pública.
Este é o primeiro aspecto que um advogado iniciante deve levar em conta. Em breve postarei mais sobre este e outros assuntos.
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